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Nkatunga

De uma família tradicionalmente dedicada a escultura, Rafael Nkatunga cedo aprende a esculpir. Emigrado para a Tanzânia em 1952 com um ano de idade acompanhando seus pais, anos depois ainda criança, são os seus avos e tios que viviam na Tanzânia que o introduzem nos mistérios do trabalhar da madeira.

Em 1968, tendo portanto 17 anos, instala-se como escultor junto a escola de Bagamoyo e, cinco anos mais tarde, regressa a Moçambique, indo viver numa base da Frelimo onde, como agricultor, apoiava a Luta Armada.

Após a Independência volta a Mueda e retoma a escultura. Em 1988 participa numa exposição colectiva no Museu Nacional de Arte e em 1989 obras suas estão em Paris integradas na exposição de escultura maconde. Também esta presente na III Bienal de Havana.

Um dos expoentes da conhecida escultura maconde, onde as diferenças entre o artesanato, a arte popular e a arte individualizada se esbatem, se tornam difíceis de destrinçar, Nkatunga, revela--se principalmente no tipo de escultura "Ujamaa"
alcançando, de acordo com a crítica, uma grande perfil ao e plasticidade. As suas formas, surgidas do duríssimo pau-preto, harmonizam-se em blocos compactos prenhes de figuras de grande realismo no desenvolver das actividades de todos os dias duma colectividade rural, debaixo da figura tutelar e par vezes quase surreal, dum "shetani" (espírito protector).

  • 1968 - Trabalha como escultor em Bagamoyo, Tanzânia.

  • 1975 - Regressa a Mueda e retoma a escultura.

  • 1977 - Fixa-se em Nampula e junta-se a uma cooperativa de escultores.

  • 1988 - Participa na "Novos Rumos - Exposição de Escultura Makonde Contemporânea", Maputo.

  • 1989 - A "Novos Rumos" e apresentada em Paris.

Esta representado no Museu Nacional de Arte de Maputo e em colecções particulares em Moçambique e de outros países como França e Itália.


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