Um dos pintores africanos de Moçambique que mais cedo iniciou os seus trabalhos em pintura, exactamente em 1959, Samate, Samate Mulungo, teve a sua primeira individual em 1962, em Maputo. Após longos anos em que praticamente ou não pintou ou não surgiu a público - e não podemos esquecer que naqueles tempos não era muito fácil o surgimento de artistas negros, Samate aparece de novo destacadamente a partir da Independência.
Sem esquecer, no entanto, que em 1972 recebe o 1.° Prémio de Pintura dos Caminhos de Ferro de Moçambique, onde então trabalhava.
Em 1982 frequenta um estágio de Artes Plásticas em Moscovo e em 1987 outro em Lisboa.
É convidado para o júri do "Herigate 1991" da National Gallery do Zimbab\tve.
Participando embora em inúmeras colectivas tanto em Moçambique como no estrangeiro, Samate só em 1991 volta a fazer uma individual em Maputo. Abstractizando as suas formas com o decorrer dos tempos, Samate passa de uma visão expressio–nista para um privilegiar da forma e da cor sem ligação directa com a realidade e, hoje, avança numa nova linha com ligações as inscrições rupestres, e aos "graffitis".
1962 - Individual em Maputo.
1962/75 - Participações esporádicas em colectivas em Maputo.
1975/91 - Participação em colectivas em Moçambique, Angola, Bulgária, Escócia, Estados Unidos (Chicago, Los Angeles, Nova Iorque), Inglaterra, Itália, Noruega, Nigéria, Portugal, ex-RDA, Suécia, ex-URSS e Zimbabwe.
1991 - Individual em Maputo.
Está representado no Museu Nacional de Artes de Maputo e em colecções públicas e particulares em Monchique e de outros países como Itália e Portugal.
1.° Prémio de Pintura dos Caminhos de Ferro de Moçambique, 1972